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MANEJO EM CATIVEIRO
 

Para iniciar uma criação, seja ela de pequeno ou grande porte, são necessárias algumas providências:

1. CONSTRUÇÃO DO CRIADOURO

O criadouro deve ser construído ou adaptado de acordo com algumas exigências:
• Boa iluminação;
• Entrada de ar para que o mesmo circule. As correntes de ar devem ser evitadas, pois são prejudiciais ao plantel;
• As portas, janelas e outras entradas deverão ser protegidas com tela para que insetos não invadam o recinto. Em se tratando de uma possível fuga do pássaro a tela será um obstáculo que o impedirá de fugir, fazendo com que ele permaneça no criadouro.

2. GAIOLAS

Quanto às gaiolas, reproduzimos naquelas confeccionadas em arame, com grade no fundo, evitando-se o contato dos pássaros com os detritos. A comida e a água ficam do lado de fora, ganhando-se em higiene. Nada impede que possa criar em outro tipo de gaiola. As medidas adotadas no criadouro são: 63,5cm de comprimento, 27cm de largura, por 34cm de altura
É importante que elas tenham entradas (passadores, portas) tanto nas laterais quanto na frente, para facilitar a colocação da caixa-ninho e para a transferência na hora da cobertura do macho, passando o mesmo de sua gaiola para a da fêmea.
As gaiolas são dispostas em prateleiras sob medida onde as mesmas correm livremente, facilitando muito na hora da remoção.
A padronização do criadouro com gaiolas, bebedouros, comedouros e ninhos é muito importante, facilitando o manuseio no dia-a-dia e dando uma aparência diferenciada ao local.

3. FORMAÇÃO DO PLANTEL

É fundamental ter em mão um plantel de qualidade, tanto em matrizes quanto em reprodutores. Nessa hora o investimento é essencial, pois com certeza o retorno será satisfatório.
Tente adquirir pássaros de criadores confiáveis e se necessário faça uma pesquisa antes da compra, com isto, você evitará levar algo que não lhe trará frutos.

4. ACASALAMENTO

Estando tudo pronto: local, gaiolas e plantel, começamos a fazer o acasalamento que se dá a partir de setembro, estação na qual chega a primavera e que os pássaros escolheram para o acasalamento. Reproduzimos no sistema de poligamia, ou seja, um macho para várias fêmeas.
Colocamos cada fêmea em uma gaiola já com a caixa-ninho e material para que possa confeccionar a “cama”.
O material utilizado para esse fim pode ser raiz de capim ou crina de cavalo sempre cortadas em tamanho de 10cm, pois tamanhos maiores podem provocar acidentes com as fêmeas.
Não colocamos barbante de saco de estopa porque o mesmo desfia com facilidade podendo envolver o pé do pássaro ocasionando infecções, amputações e até mesmo a morte.
No momento em que fêmea começa a levar o material para o ninho ela está entrando no período de reprodução. Com este processo sendo executado, está na hora de pegar o macho, que deve estar em uma gaiola específica que chamamos de galadeira (gaiola de tamanho menor em comprimento, mas da mesma altura da gaiola da fêmea).
Encostamos uma gaiola na outra e deixamos o macho adentrar na da fêmea. Havendo a gala, o macho é retirado e colocado novamente no dia seguinte e assim sucessivamente até a fêmea recusá-lo. Caso não haja a gala nesse dia, tente novamente nos dias seguintes até a mesma acontecer. Não é necessário usar sempre o mesmo macho para o resto da temporada. Você pode variar de acordo com o seu desejo.

5. POSTURA

Após o término do período de gala, quando a fêmea não aceita mais o macho, ela irá botar os ovos na caixa-ninho, sendo em média de 3 a 5 ovos, podendo haver alguma alteração na quantidade num total de até 7 ovos.
Ela só deitará sobre os ovos quando colocar o último ovo. Portanto, não há necessidade de retirar os primeiros ovos para recolocá-los posteriormente.

6. INCUBAÇÃO

Durante a incubação pode-se prever a fertilidade dos ovos colocando-os diante de um foco de luz. O período adequado para esse teste é a partir do 6º dia de incubação, no qual o criador perceberá o complexo embrionário, sinal que evidencia a fertilização dos ovos. Mas se o teste foi realizado e o complexo embrionário não apareceu os ovos deverão ser desprezados e o ciclo se reiniciará.
Estando os ovos fertilizados e a fêmea deitando corretamente sobre eles, os filhotes começarão a nascer entre o 12º e o 13º dia.
No período entre a incubação e o nascimento é conveniente que sejamos rápidos na manipulação das gaiolas para não perturbar e, conseqüentemente, haver o abandono dos ovos ou dos filhotes.
Nesse período é importante que o criador coloque banheiras de água para o banho da fêmea. Esse procedimento vai ajudá-la na eclosão dos ovos, pois necessitam de umidade adequada para que se rompam com mais facilidade.

7. NASCIMENTO DOS FILHOTES

É necessário acompanhar o nascimento do filhote para sabermos se está bem alimentado e vivo. Ficar sempre atento para que nada de ruim aconteça com aninhada.
A alimentação é fator relevante para o desenvolvimento do filhote. Damos de início uma boa farinhada, acrescida de ovo cozido e peneirado. Após alguns dias, além da farinhada a fêmea começa a alimentá-lo com sementes, alpiste e painço.

8. ANILHAMENTO

O anilhamento dos filhotes se dá a partir do 5º ou 6º dia de vida, dependendo muito do desenvolvimento do mesmo. Devemos ficar atentos quanto a isso, pois se colocarmos a anilha precocemente a fêmea pode tirá-la e se demorarmos demais o pé do pássaro estará muito desenvolvido e não permitirá o anilhamento, assim, teremos em mãos um pássaro sem registro e o trabalho será perdido.

9. ACOMPANHAMENTO

Após o 18º dia de vida, os filhotes começam a sair do ninho. É o momento de fecharmos a entrada da caixa-ninho ou tirá-la da gaiola. Esse procedimento é feito para que a fêmea não volte a botar mesmo sem ter sido galada. Caso isso ocorra, poderá haver o abandono dos filhotes, pois a fêmea irá querer chocar os ovos.
A partir do 26º dia de vida os filhotes aprenderão a alimentarem-se sozinhos. Neste momento reabriremos a caixa-ninho para que a fêmea recomece a fazer sua “cama”. É hora de soltarmos o macho para gala e em seguida retirá-lo pois se ficar junto dos filhotes poderá haver brigas.
Entre o 35º e 40º dia os filhotes poderão ser separados da mãe após observamos que já se alimentam sozinhos.
Após a separação, os filhotes são levados a um segundo criadouro, que chamamos de ‘berçário’ e serão colocados em gaiolas grandes, voadeiras, em grupo de no máximo 15 filhotes. Nestas voadeiras passarão por várias fases até ficarem adultos e estarem prontos para reprodução.






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